quarta-feira, 4 de março de 2020

Dor nas juntas e Canela de Velho

Nomes populares: Canela de Velho
Nome científico: Miconia albicans (Sw.) DC.

Usos gerais

Esta planta tem alegadas atividades analgésicas, anti-inflamatórias, antimicrobiana e tônica, com grande benefício para a saúde. Contudo, não há um conhecimento sólido sobre seus constituintes químicos, e a planta é usada basicamente por indicação tradicional. O uso mais comum dessa planta é como analgésico para casos de artrite, artrose e dores musculares.

Canela de velho é espécie com origem no continente americano, porém cada vez mais difícil de ser encontrada


Características fitoquímicas

Ficou demonstrado por trabalhos técnicos que a espécie possui flavonoides que justificam seu efeito antioxidante, além de compostos triterpênicos (ácido ursólico e ácido oleanólico) que justificam um perfil anti-inflamatório não-seletivo por inibição da ciclo-oxigenase (COX).

Ácido ursólico, um terpenóide comum em plantas do gênero de Canela de Velho

Toxicologia e Efeitos Adversos

Canela de velho possui baixa ou nenhuma toxicidade, podendo ser consumido pelas pessoas na forma de óleos unguentos e chás.
Há restrição de uso de chá por mulheres grávidas (gestante) e que estejam amamentando (lactente).

Usos da Canela de Velho

Canela de Velho é largamente empregada como pomadas de uso externo e aplicação nas articulações e músculos doloridos até que melhore. O chá feito com essa espécie vegetal também é indicado como "purificador" do corpo e para tratar a diabetes, pois reduz os níveis de glicose no sangue.

Dentre as indicações estão:
— artrite;
— artrose;
— dores na coluna;
— má circulação sanguínea
— diabetes;

Ingredientes para chá:
— de 50 gramas (fraco) até 80 gramas (forte) de folhas secas;
— 1 litro de água pura;

Modo de preparo:
— Ferver a água, adicionar as folhas, retirar do fogo e descansar por 10 minutos.

Observação:
— o chá pode ser reservado para tomá-lo de manhã e à noite;
— mulheres grávidas e mulheres que estejam amamentando não devem tomar o chá;
— dose usual de apenas 2 xícaras por dia;

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Os poderes da Sucupira

Nomes: Sucupira, Sucupira-Branca, Faveiro
Nome científico: Pterodon pubescens Benth ou Pterodon emarginatus Vogel

Usos gerais

As sementes de Sucupira são usadas na medicina popular em forma de chá e em infusões para tratamento sintomático de doenças reumáticas e inflamatórias, como a artrite (reumatismo, artrite reumatóide), sendo muito indicada para a saúde das articulações. Povos indígenas costumavam utilizar a planta através de chás para benefício da saúde.

Características Botânicas

Sucupira é uma árvore de médio porte, que cresce até 16 metros de altura. Seu tronco é retorcido e possui casca lisa branco-amarelada, as raízes são profundas e formam nódulos de reserva, chamados “batatas-de-sucupira”. Seu habitat natural é o cerrado e as partes próximas da Mata Atlântica, nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Goiás, Piauí e Mato Grosso do Sul.

Características Químicas

As sementes de Pterodon emarginatus possuem muitos flavonóides, cumarinas, saponinas, triterpenos, esteróides e óleos essenciais. O óleo obtido das sementes possui beta-cariofileno, uma substância com efeito anti-inflamatório, antibiótico, antioxidante, anti-carcinogênico e analgésico, o que corrobora com as propriedades medicinais apontadas.
A substância retirada do óleo da semente de sucupira, nomeada 6-alfa-acetóxi-7-beta-hidroxi-vouacapano, apresentou efeito anti-carcinogênico em testes de laboratório.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Estas espécies do gênero Pterodon são consideradas muito seguras para o consumo e não possui contraindicações. Não há estudos que apontem efeitos adversos do uso de sucupira. Também não há contraindicações quanto ao uso contínuo do extrato ou da tintura de sucupira. Estudos toxicológicos do extrato etanólico das sementes não mostraram mutagenicidade ou toxicidade para animais. No entanto, a recomendação popular é que o chá seja consumido por quinze dias consecutivos, intercalado por quinze dias sem consumo.

Usos da sucupira

O óleo das sementes de sucupira possui propriedades antibióticas, antioxidantes, anti-inflamatórias, analgésicas, tônica, estimulante, anticarcinogênicas e, principalmente, antirreumáticas. A artrite reumatóide é uma doença autoimune crônica caracterizada por articulações inflamadas e funções imunológicas exacerbadas. O efeito anti-artrítico do extrato hidroalcoólico das sementes de sucupira (Pterodon pubescens) foi demonstrado experimentalmente. Outras análises demonstraram efeitos anti-inflamatórios e antinociceptivos (redução da dor) do extrato etanólico das sementes. O extrato bruto das sementes (Pterodon emarginatus) é efetivo contra o estresse oxidativo e nitrosativo induzido por exercício físico agudo. Segundo estudos publicados, a presença de flavonoides e de determinadas proteínas na composição das sementes são a razão da maioria dos efeitos biológicos observados. O chá é fortemente indicado para artrite, artrose, gota e reumatismo.

Receita do chá de semente de sucupira

Ingredientes:
— 1 panela somente para fazer o chá
— 6 sementes de sucupira (Pterodon Pubescens Benth)
— 1,5 litro de água

Modo de preparo:
— Triture as sementes de sucupira (use um martelo);
— Ferva a água por 2 minutos;
— Junte as sementes à água em ebulição e deixe ferver por mais dois minutos;
— Apague o fogo, deixe esfriar e coe;
Observações: o chá deve ser bebido várias vezes durante o dia, como água, e deve ser preservado na geladeira por 2 dias (máximo). Pode ser adoçado com pouco açúcar ou mel, para quebrar o amargor.

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Alcaçuz contra a tosse

Nome: Alcaçuz
Nome científico: Glycyrrhiza glabra L.

Usos gerais

Alcaçuz é uma planta da qual se extrai um xarope que é muito usado em confeitaria, para produção de licores e doces, e em medicamentos para o sistema respiratório, contra problemas pulmonares, tosses, anti-séptico e anti-inflamatório. Algumas pesquisas sugerem uso nos casos de reações alérgicas, bronquite e artrite. Seu sabor é 15 vezes mais doce do que a cana-de-açúcar, ela é usada há séculos contra tosse, dor de garganta, e úlceras gástricas.

Características Botânicas

É uma planta herbácea, com cerca de 1 m de altura, folhas pinadas com 7 a 15 cm e 9 a 17 folhetos. Suas flores são pequeninas, azul púrpura e esbranquiçada, produzidas em inflorescências. A fruta é uma vagem com muitas sementes e as raízes são as partes mais utilizadas. É uma planta perene, nativa da Europa e da Ásia.
Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.)

Características Químicas

A raiz de alcaçuz possui um aroma complexo, resultado da combinação de muitos compostos químicos, tais como anetol (3% dos voláteis totais). O sabor doce do alcaçuz é produzido pela glicirrizina, uma saponina 30 a 50 vezes mais doce que o açúcar. As raízes possuem também glabreno (isoflaveno) e glabridina (isoflavano), são fitoestrógenos com efeitos bioativos sobre o sistema endócrino de animais.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Alcaçuz possui toxicidade e contraindicações! O consumo excessivo pode causar muitos efeitos adversos, tais como:
— síndrome do excesso aparente de corticosteroide;
— redução dos níveis de aldosterona;
— interferência no sistema renina-angiotensina;
— aumento dos níveis do hormônio natriurético atrial;
— desequilíbrio eletrolítico, edema, aumento da pressão arterial, aumento de peso, problemas cardíacos e fraqueza;
— outros efeitos observados são fadiga, falta de ar, insuficiência renal e paralisia;
Os efeitos adversos da intoxicação por alcaçuz são atribuídos aos efeitos mineralocorticóides de glicirrizina. Dependendo da dose e ingestão de alcaçuz, podem surgir sérios problemas podendo ser necessária a hospitalização. Pessoas com problemas cardíacos ou renais existentes anteriormente podem ser mais suscetíveis à intoxicação. Não há uma quantidade segura para consumo. Nos indivíduos mais sensíveis, a ingestão diária de cerca de 100 mg de glicirrizina pode causar efeitos adversos. Issa quantidade equivale a cerca de 50 gramas de doces de alcaçuz. A maioria das pessoas pode consumir até 400 mg sem apresentar sintomas.

Usos do alcaçuz

O sabor do alcaçuz é encontrado em uma grande variedade de doces e balas, usado também como agente aromatizante para o tabaco (na confecção de cigarros aromáticos). O alcaçuz é largamente usado contra problemas nas vias aéreas superiores, como tosses e dores de garganta. A glicirrizina (principal componente do alcaçuz) também demonstrou efeitos antivirais, antimicrobianos, antiinflamatórios, hepatoprotectores e de pressão arterial in vitro e in vivo. Foram relatadas propriedades antiulcerosa, laxante, antidiabética, anti-inflamatória, imunomoduladora, antitumoral e expectorante dos extratos de alcaçuz.

Ingredientes:
— 3 gramas (1½ colher de café) da raiz seca do alcaçuz
— água potável;

Modo de preparo:
— Ferva a água por 2 minutos;
— Apague o fogo e adicione a raiz à água;
— Aguarde por 15 minutos antes de beber;
— Beba antes das refeitos principais, 2 vezes ao dia;
Observação: A dose máxima de alcaçuz é de 6 g ao dia e é proibida para quem tem problemas cardíacos, hipertensos ou gestantes.

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