terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Suco de Mirtilo para os diabéticos

Nomes populares: Mirtilo, bilberry, wimberry, blueberry
Nome científico:  Vaccinium myrtillus L. 1753

Usos gerais

O mirtilo é uma fruta ainda pouco consumida o ser humano, porém com grande potencial medicinal. Estudos sobre os efeitos do consumo do suco do mirtilo mostraram uma melhora significativa na saúde de pessoas com diabetes. Mirtilo possui atividade antioxidante e também ação antimicrobiana. Tem sido usada a mais de 1000 anos na medicina tradicional contra doenças gastrointestinais, respiratórias e contra os males causados pela diabetes.


Características Botânicas

O mirtilo é um arbusto de pequeno porte nativos das regiões norte da europa e ásia, ocorrendo também nas florestas temperadas na Europa. O fruto é uma baga com coloração azulada, variando até o roxo , de tamanho pequeno e sabor agri-doce.
Características Químicas
Os frutos e as flores possuem grande quantidade de antioxidantes, fibras, vitaminas e sais minerais. A coloração azul é característica de frutos ricos em flavonoides, que atuam como antioxidantes e antibióticos. São abundantes as vitaminas A, B e C, e muitos micronutrientes como Magnésio, Cálcio, Fósforo, Ferro, Zinco, Selênio e Manganês.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Mirtilo possui baixa ou nenhuma toxicidade, podendo ser consumido com segurança pela maioria das pessoas.

Usos do mirtilo

O mirtilo é largamente empregado na culinária colocado em tortas, geleias, bolos, biscoitos, muffins, xaropes, coberturas, sucos e doces. Além do uso como alimentos, é muito indicado o suco do fruto para pessoas com diabetes, devendo tomá-lo todos os dias. No passado, foi utilizado para o controle da pressão alta.

Dentre as indicações para diabéticos estão:
— retinopatia diabética;
— falta de perfusão renal;
— pé diabético;

O suco também é indicado como tratamento para infecção urinária baixa de repetição, e como enxaguante bucal. O suco dos frutos devem ser tomados todos os dias, no mínimo, 2 vezes ao dia.

Ingredientes:
— ½ xícara (chá) de mirtilos;
— 100 mL de água potável;
— açúcar e gelo;

Modo de preparo:
— bata tudo no liquidificador e coe.

Observação:
— o suco deve ser consumido logo após o preparo (seus componentes se oxidam rapidamente);
— a proporção mirtilo-água deve ser mantida ou aumentada em grandes quantidades de suco;
— pode ser adicionados suco de frutas cítricas (laranja, limão), respeitando a proporção de mirtilo-;

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Os poderes da Sucupira

Nomes: Sucupira, Sucupira-Branca, Faveiro
Nome científico: Pterodon pubescens Benth ou Pterodon emarginatus Vogel

Usos gerais

As sementes de Sucupira são usadas na medicina popular em forma de chá e em infusões para tratamento sintomático de doenças reumáticas e inflamatórias, como a artrite (reumatismo, artrite reumatóide), sendo muito indicada para a saúde das articulações. Povos indígenas costumavam utilizar a planta através de chás para benefício da saúde.

Características Botânicas

Sucupira é uma árvore de médio porte, que cresce até 16 metros de altura. Seu tronco é retorcido e possui casca lisa branco-amarelada, as raízes são profundas e formam nódulos de reserva, chamados “batatas-de-sucupira”. Seu habitat natural é o cerrado e as partes próximas da Mata Atlântica, nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Goiás, Piauí e Mato Grosso do Sul.

Características Químicas

As sementes de Pterodon emarginatus possuem muitos flavonóides, cumarinas, saponinas, triterpenos, esteróides e óleos essenciais. O óleo obtido das sementes possui beta-cariofileno, uma substância com efeito anti-inflamatório, antibiótico, antioxidante, anti-carcinogênico e analgésico, o que corrobora com as propriedades medicinais apontadas.
A substância retirada do óleo da semente de sucupira, nomeada 6-alfa-acetóxi-7-beta-hidroxi-vouacapano, apresentou efeito anti-carcinogênico em testes de laboratório.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Estas espécies do gênero Pterodon são consideradas muito seguras para o consumo e não possui contraindicações. Não há estudos que apontem efeitos adversos do uso de sucupira. Também não há contraindicações quanto ao uso contínuo do extrato ou da tintura de sucupira. Estudos toxicológicos do extrato etanólico das sementes não mostraram mutagenicidade ou toxicidade para animais. No entanto, a recomendação popular é que o chá seja consumido por quinze dias consecutivos, intercalado por quinze dias sem consumo.

Usos da sucupira

O óleo das sementes de sucupira possui propriedades antibióticas, antioxidantes, anti-inflamatórias, analgésicas, tônica, estimulante, anticarcinogênicas e, principalmente, antirreumáticas. A artrite reumatóide é uma doença autoimune crônica caracterizada por articulações inflamadas e funções imunológicas exacerbadas. O efeito anti-artrítico do extrato hidroalcoólico das sementes de sucupira (Pterodon pubescens) foi demonstrado experimentalmente. Outras análises demonstraram efeitos anti-inflamatórios e antinociceptivos (redução da dor) do extrato etanólico das sementes. O extrato bruto das sementes (Pterodon emarginatus) é efetivo contra o estresse oxidativo e nitrosativo induzido por exercício físico agudo. Segundo estudos publicados, a presença de flavonoides e de determinadas proteínas na composição das sementes são a razão da maioria dos efeitos biológicos observados. O chá é fortemente indicado para artrite, artrose, gota e reumatismo.

Receita do chá de semente de sucupira

Ingredientes:
— 1 panela somente para fazer o chá
— 6 sementes de sucupira (Pterodon Pubescens Benth)
— 1,5 litro de água

Modo de preparo:
— Triture as sementes de sucupira (use um martelo);
— Ferva a água por 2 minutos;
— Junte as sementes à água em ebulição e deixe ferver por mais dois minutos;
— Apague o fogo, deixe esfriar e coe;
Observações: o chá deve ser bebido várias vezes durante o dia, como água, e deve ser preservado na geladeira por 2 dias (máximo). Pode ser adoçado com pouco açúcar ou mel, para quebrar o amargor.

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Ginkgo biloba para circulação e memória

Nomes: Ginkgo biloba, Nogueira-do-Japão, Árvore-avenca
Nome científico: Ginkgo biloba L.

Usos gerais 

Ginkgo biloba é muito indicado para problemas circulatórios e mentais. É muito comum o uso de extrato nos casos de varizes e má circulação, sobrecarga intelectual, perda de memória, vertigem, zumbidos e estágios iniciais de demências. O extrato é também comercializado como suplemento alimentar dietético, e alega-se que tenha o poder de melhorar a função cognitiva em pessoas sem problemas cognitivos conhecidos. Estuda-se o efeito do extrato no tratamento da doença de Alzheimer.
Entretanto, não existe evidência que o uso de ginkgo biloba possa auxiliar o tratamento da hipertensão, declínio cognitivo, menopausa, zumbidos, recuperação de AVCs, doença arterial periférica.

Características Botânicas

Ginkgo biloba é uma árvore oriental, dioica (plantas com sexos separados, macho e fêmea), caracterizada pelas folhas coriáceas bilobadas (divida em duas partes) e sementes com forte odor desagradável. É a única espécie existente do seu grupo filogenético, sendo considerada um “fóssil vivo” por existir há mais de 150 milhões de anos. A árvore é uma conífera que pode atingir 30 metros de altura que floresce nos meses de abril e maio (hemisfério norte).
Ginkgo biloba

Características Químicas

Os tecidos de Ginkgo biloba contêm ácidos fenólicos, proantocianidinas, glicosídeos de flavonóides (miricetina, kaempferol, isorhamnetina e quercetina), e as trilactonas terpênicas característica da planta (ginkgolídeos e bilobalídeos). As folhas também contêm alquilfenóis e poliprenóis, além de biflavonas exclusivas de Ginkgo biloba.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Ginkgo biloba possui efeitos adversos! Pacientes com distúrbios na circulação sanguínea, que tomam anticoagulantes como aspirina ou varfarina, tem aumentado o risco de sangramentos (hemorragias), desconfortos gastrointestinais, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça, tonturas, palpitações cardíacas e agitação. Não deve ser utilizado juntamente com outras espécies com os mesmos efeitos adversos, como por exemplo, alho, ginseng e gengibre. É contraindicado para mulheres grávidas e lactentes devido ao risco de hemorragias.

Usos do Ginkgo Biloba

O Ginkgo Biloba é comercializado e consumido na forma de comprimidos com extrato seco padronizados, cuja dosagem adequada é a seguinte:
— Comprimidos de 40 mg: 1 comprimido, 3 vezes ao dia ou 2 comprimidos 2 vezes ao dia;
— Comprimidos de 80 mg: 1 comprimido, 2 vezes ao dia;
— Comprimidos de 120 mg: 1 comprimido, 1 vez ao dia;

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