quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A Canela e a saúde das mulheres

Nomes: Canela ou canela-verdadeira
Nome científico: Cinnamomum verum J.Presl

Usos gerais

A canela é uma planta original do Sri Lanka (antigo Ceilão, um país asiático), muito utilizada na fabricação de alimentos, doces, salgados e bebidas, como condimento e aromatizante. Possui aroma e sabores muito característicos, e o consumo produz benefícios para a saúde, como aumentar a eficiência da insulina, reduzindo a glicose e inibindo o ganho de peso. Segundo a maioria das fontes, a canela também previne o envelhecimento precoce e ajuda a combater resfriados e doenças respiratórias.

Características Botânicas

Cinnamomum verum é uma árvore com 10 a 15 metros de altura (considerada pequena), com folhas verdes com 7 a 18 cm de comprimento. As flores, que ocorrem em inflorescências do tipo panículas, com coloração esverdeada e um odor distinto. O fruto é uma drupa com ~1 cm de comprimento, de coloração púrpura quando madura, contendo uma única semente.
A espécie foi chamada por Cinnamomum zeylanicum por muitos anos, e hoje é produzido no Sri Lanka (~90% da produção mundial de canela), nas ilhas Seychelles e em Madagáscar.
A canela tal como se conhece é uma especiaria obtida da parte interna da casca do tronco. Possui duas formas de apresentação, o “pau de canela” e “canela em pó”. O sabor e aromas intensos e característicos vêm do aldeído cinâmico ou cinamaldeído presentes nos tecidos dessa planta.

Características Químicas

A canela possui cromo, um elemento químico com efeito sobre a sensibilidade à insulina e controle glicêmico, benéfico para pessoas com diabetes e controle do peso ou emagrecer.
Outros elementos presentes na canela são o cálcio, o manganês e o ferro, um conjunto que, nas proporções achadas na canela, ajudariam no desenvolvimento do tecido conjuntivo, justificando a tese de prevenção do envelhecimento precoce.
Um metabólito da planta com importância para a saúde humana é a cumarina, um interferente da coagulação do sangue, que aumenta o risco de hemorragias.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Canela não é tóxica para o homem e não existem contraindicações ao consumo estabelecidas cientificamente. Contudo, a presença de cumarina representa um risco de redução da coagulação sanguínea e hemorragias. Usuários de anticoagulantes são aconselhados a não consumir alimentos com cumarina.
Alguns relatos apontam risco moderado de aborto, devido ao efeito sobre a musculatura uterina. Canela induz a contrações uterinas e por isso não se recomenda que mulheres grávidas consumam qualquer quantidade de canela, principalmente aquelas que tenham predisposição ao aborto espontâneo.
Hipertensos devem observar os efeitos da canela sobre a pressão arterial, devendo consumir pequenas quantidades e suspender o consumo caso haja alterações.
Não há consenso sobre a quantidade máxima de ingestão de canela, sendo considerado normal e seguro cerca de 6 gramas por dia, ou uma colher de chá rasa.
O consumo em excesso pode causar diarreia, intoxicação, cãibras musculares e hipoglicemia.

Usos da canela

O uso mais comum da canela é na forma de chá por infusão do pó ou pau, e tomado puro ou combinado com outros ingredientes, como o gengibre.
O chá de canela em pau estimula a contração uterina, sendo usada para estimular a menstruação que esteja atrasada em poucos dias e dure menos tempo. Todavia, é contraindicada durante a gestação porque pode causar aborto.
Dentre as indicações de uso da canela estão:
— combatem aos sintomas de resfriados;
— auxiliam na perda de peso devido à estimulação metabólica;
— ajuda a prevenir e controlar o diabetes, devido à presença do cromo e polifenol MHCP, que melhora a absorção da insulina nas células;
— atua no controle do colesterol;
— possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias;
— previne o envelhecimento precoce e doenças degenerativas, como o Alzheimer.

Ingredientes: 
— 1 canela em pau (6 gramas)
— 1 xícara de água (50 mL)

Modo de preparo: 
— Ferva a água por 2 minutos e apague o fogo;
— Acrescente a canela e deixe em infusão por 2 minutos ou mais (a gosto);
Observação: o chá de canela pode ser feito com pó ou pau da canela, que NÃO devem ser fervidos na água, evitando a perda de componentes ativos e produção de outros componentes tóxicos. Logo, acrescente a canela na água quente, porém sem fervura. Beba o chá ainda quente. Se desejar, adoce à gosto. Outra forma de consumir a canela é colocar um pau de canela em uma xícara de leite morno e adoçar com açúcar ou mel, ou ainda, canela em pó em doces, bolos, tortas e mingaus.

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Os poderes da Sucupira

Nomes: Sucupira, Sucupira-Branca, Faveiro
Nome científico: Pterodon pubescens Benth ou Pterodon emarginatus Vogel

Usos gerais

As sementes de Sucupira são usadas na medicina popular em forma de chá e em infusões para tratamento sintomático de doenças reumáticas e inflamatórias, como a artrite (reumatismo, artrite reumatóide), sendo muito indicada para a saúde das articulações. Povos indígenas costumavam utilizar a planta através de chás para benefício da saúde.

Características Botânicas

Sucupira é uma árvore de médio porte, que cresce até 16 metros de altura. Seu tronco é retorcido e possui casca lisa branco-amarelada, as raízes são profundas e formam nódulos de reserva, chamados “batatas-de-sucupira”. Seu habitat natural é o cerrado e as partes próximas da Mata Atlântica, nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Goiás, Piauí e Mato Grosso do Sul.

Características Químicas

As sementes de Pterodon emarginatus possuem muitos flavonóides, cumarinas, saponinas, triterpenos, esteróides e óleos essenciais. O óleo obtido das sementes possui beta-cariofileno, uma substância com efeito anti-inflamatório, antibiótico, antioxidante, anti-carcinogênico e analgésico, o que corrobora com as propriedades medicinais apontadas.
A substância retirada do óleo da semente de sucupira, nomeada 6-alfa-acetóxi-7-beta-hidroxi-vouacapano, apresentou efeito anti-carcinogênico em testes de laboratório.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Estas espécies do gênero Pterodon são consideradas muito seguras para o consumo e não possui contraindicações. Não há estudos que apontem efeitos adversos do uso de sucupira. Também não há contraindicações quanto ao uso contínuo do extrato ou da tintura de sucupira. Estudos toxicológicos do extrato etanólico das sementes não mostraram mutagenicidade ou toxicidade para animais. No entanto, a recomendação popular é que o chá seja consumido por quinze dias consecutivos, intercalado por quinze dias sem consumo.

Usos da sucupira

O óleo das sementes de sucupira possui propriedades antibióticas, antioxidantes, anti-inflamatórias, analgésicas, tônica, estimulante, anticarcinogênicas e, principalmente, antirreumáticas. A artrite reumatóide é uma doença autoimune crônica caracterizada por articulações inflamadas e funções imunológicas exacerbadas. O efeito anti-artrítico do extrato hidroalcoólico das sementes de sucupira (Pterodon pubescens) foi demonstrado experimentalmente. Outras análises demonstraram efeitos anti-inflamatórios e antinociceptivos (redução da dor) do extrato etanólico das sementes. O extrato bruto das sementes (Pterodon emarginatus) é efetivo contra o estresse oxidativo e nitrosativo induzido por exercício físico agudo. Segundo estudos publicados, a presença de flavonoides e de determinadas proteínas na composição das sementes são a razão da maioria dos efeitos biológicos observados. O chá é fortemente indicado para artrite, artrose, gota e reumatismo.

Receita do chá de semente de sucupira

Ingredientes:
— 1 panela somente para fazer o chá
— 6 sementes de sucupira (Pterodon Pubescens Benth)
— 1,5 litro de água

Modo de preparo:
— Triture as sementes de sucupira (use um martelo);
— Ferva a água por 2 minutos;
— Junte as sementes à água em ebulição e deixe ferver por mais dois minutos;
— Apague o fogo, deixe esfriar e coe;
Observações: o chá deve ser bebido várias vezes durante o dia, como água, e deve ser preservado na geladeira por 2 dias (máximo). Pode ser adoçado com pouco açúcar ou mel, para quebrar o amargor.

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As propriedades do Capim-limão

Nomes: Capim-limão ou Citronela (no Brasil), ou Erva-príncipe (em Portugal)
Nome científico: Cymbopogon citratus

Usos gerais

É uma planta medicinal muito utilizada pela população mundial devido às suas propriedades febrífugas, sudoríficas, analgésicas e calmantes. O capim-limão serve para tratar problemas no estômago, além de tratar inchaços, depressão, agitação, insônia, infecções da pele, dores musculares, tosse, asma, micoses, dentre outras.

Características Botânicas

O capim-limão é uma planta herbácea da família dos capins (Poaceae), nativa das regiões tropicais da Ásia. Cresce em moitas de rebentos, propagando-se por estolhos, como os capins. Apresenta folhas amplexicaules linear-lanceoladas grandes, com odor característico. Possui inflorescências constituídas por panículas amareladas. No Brasil é confundida com Erva-cidreira (Melissa officinalis) devido ao perfume muito similar.

Capim-limão (Cymbopogon citratus). Forest & Kim Starr.

Características Químicas

Os compostos químicos bioativos encontrados no capim-limão são citral, geraniol, metileugenol, mirceno, citronelal, ácido acético e ácido capróico. Tais componentes e, mais especificamente, o citral produzem o aroma característico, similar aos aromas do limão. O óleo essencial é extraído das folhas e de sua inflorescência, e age como eficaz repelente de insetos. O óleo de citronela é um óleo essencial extraído das folhas e caules de diferentes espécies de Cymbopogon, e é rico em geraniol, citronelol e citronelal, utilizados em perfumaria.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Não foram observados efeitos tóxicos do capim-limão ou não houve estudos nesse sentido. Acredita-se que efeitos adversos possam aparecer quando houver consumo excessivo ou abuso.

Usos do capim-limão

Utiliza-se como repelente natural de insetos (velas de citronela), mas ela pode ser consumida em forma de chá ou utilizada em forma de compressas contra dores musculares.

Ingredientes:
— 1 colher de chá de folhas picadas (frescas ou secas);
— água potável (um copo de 200 mL);

Modo de preparo:
— Ferva a água e adicione sobre as folhas picadas. Tome 3 a 4 xícaras por dia;
Observação: compressas são feitas com o chá e um pedaço de pano limpo, aplicando na região dolorida por 15 minutos.

Repelente de insetos:
— Use velas ou produtos com extrato de citronela

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Alcaçuz contra a tosse

Nome: Alcaçuz
Nome científico: Glycyrrhiza glabra L.

Usos gerais

Alcaçuz é uma planta da qual se extrai um xarope que é muito usado em confeitaria, para produção de licores e doces, e em medicamentos para o sistema respiratório, contra problemas pulmonares, tosses, anti-séptico e anti-inflamatório. Algumas pesquisas sugerem uso nos casos de reações alérgicas, bronquite e artrite. Seu sabor é 15 vezes mais doce do que a cana-de-açúcar, ela é usada há séculos contra tosse, dor de garganta, e úlceras gástricas.

Características Botânicas

É uma planta herbácea, com cerca de 1 m de altura, folhas pinadas com 7 a 15 cm e 9 a 17 folhetos. Suas flores são pequeninas, azul púrpura e esbranquiçada, produzidas em inflorescências. A fruta é uma vagem com muitas sementes e as raízes são as partes mais utilizadas. É uma planta perene, nativa da Europa e da Ásia.
Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.)

Características Químicas

A raiz de alcaçuz possui um aroma complexo, resultado da combinação de muitos compostos químicos, tais como anetol (3% dos voláteis totais). O sabor doce do alcaçuz é produzido pela glicirrizina, uma saponina 30 a 50 vezes mais doce que o açúcar. As raízes possuem também glabreno (isoflaveno) e glabridina (isoflavano), são fitoestrógenos com efeitos bioativos sobre o sistema endócrino de animais.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Alcaçuz possui toxicidade e contraindicações! O consumo excessivo pode causar muitos efeitos adversos, tais como:
— síndrome do excesso aparente de corticosteroide;
— redução dos níveis de aldosterona;
— interferência no sistema renina-angiotensina;
— aumento dos níveis do hormônio natriurético atrial;
— desequilíbrio eletrolítico, edema, aumento da pressão arterial, aumento de peso, problemas cardíacos e fraqueza;
— outros efeitos observados são fadiga, falta de ar, insuficiência renal e paralisia;
Os efeitos adversos da intoxicação por alcaçuz são atribuídos aos efeitos mineralocorticóides de glicirrizina. Dependendo da dose e ingestão de alcaçuz, podem surgir sérios problemas podendo ser necessária a hospitalização. Pessoas com problemas cardíacos ou renais existentes anteriormente podem ser mais suscetíveis à intoxicação. Não há uma quantidade segura para consumo. Nos indivíduos mais sensíveis, a ingestão diária de cerca de 100 mg de glicirrizina pode causar efeitos adversos. Issa quantidade equivale a cerca de 50 gramas de doces de alcaçuz. A maioria das pessoas pode consumir até 400 mg sem apresentar sintomas.

Usos do alcaçuz

O sabor do alcaçuz é encontrado em uma grande variedade de doces e balas, usado também como agente aromatizante para o tabaco (na confecção de cigarros aromáticos). O alcaçuz é largamente usado contra problemas nas vias aéreas superiores, como tosses e dores de garganta. A glicirrizina (principal componente do alcaçuz) também demonstrou efeitos antivirais, antimicrobianos, antiinflamatórios, hepatoprotectores e de pressão arterial in vitro e in vivo. Foram relatadas propriedades antiulcerosa, laxante, antidiabética, anti-inflamatória, imunomoduladora, antitumoral e expectorante dos extratos de alcaçuz.

Ingredientes:
— 3 gramas (1½ colher de café) da raiz seca do alcaçuz
— água potável;

Modo de preparo:
— Ferva a água por 2 minutos;
— Apague o fogo e adicione a raiz à água;
— Aguarde por 15 minutos antes de beber;
— Beba antes das refeitos principais, 2 vezes ao dia;
Observação: A dose máxima de alcaçuz é de 6 g ao dia e é proibida para quem tem problemas cardíacos, hipertensos ou gestantes.

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Os benefícios da Camomila

Nomes: Camomila, Camomila-alemã, Camomila vulgar
Nome científico: Matricaria chamomilla L.

Usos gerais

A camomila é uma planta com vasto uso medicinal, cosmético e alimentar. Pode ser cultivada como ornamental, porém é amplamente empregada na produção de chá com efeitos calmante e digestivo, hidratação e embelezamento dos cabelos. É uma das plantas mais antigas utilizada pelo homem, devido ao intenso e doce perfume, e suas propriedades para a saúde.

Características Botânicas

A camomila é uma planta herbácea, com uma haste ramificada, erecta e lisa, e cresce entre 15 e 60 cm de altura. Possui folhas longas e estreitas são bipinadas. As flores são semelhantes às margaridas, carregadas em cabeças de flores paniculadas. As pétalas são brancas e enquanto os flocos dos discos são amarelos. Florescem tipicamente no início do verão e têm um cheiro forte, adocicado e muito aromático.

Características Químicas

Essa planta possui inúmeros componentes químicos já identificados, principalmente óleos essenciais. O componente majoritário é o terpeno bisabolol, mas também há farneseno, chamazulene, flavonoides (apigenina, quercetina, patuletina, luteonina), cumarinas, ácido caféico, ácido clorogênico, .

Toxicologia e Efeitos Adversos

Camomila pode produzir efeitos adversos aos seus usuários, tais como:
— sintomas alergias como cosseira, tosse, vermelidão causado por contato;
— hemorragias devido à interação medicamentosa da cumarina com anticoagulantes;
— erupções cutâneas, náuses e vômitos (muito raro);
— há relato de reação grave do Tipo I (anafilaxia) em homem adulto que tomou chá de camomila;
— o chá de camomila causa contrações uterinas e é contraindicado para gentantes e lactentes;

Usos da camomila

A camomila é usada como fitoterápico para dor de estômago, síndrome do intestino irritável e como sonífero suave. Também é usado como um laxante, devido a presença do bisabolol (princípio ativo laxante do Lactopurga®). Possui propriedades anti-inflamatória e bactericida.
Pode ser tomado como chá, feito com duas colheres (de chá) de flor seca por xícara de chá (de água filtrada). A infusão das flores deve ser por 10 a 15 minutos, enquanto está coberta para evitar a evaporação dos óleos voláteis. O bagaço deve ser pressionado para extração completa e impedir que se formem novos componentes químicos.
Para dor crônica no estômago, alguns recomendam tomar um copo de chá todas as manhãs sem alimentos por dois a três meses.
Os componentes químicos do chá agem sobre o sistema nervoso central, modulando os receptores GABA, funcionando como ansiolítico (contra ansiedade, tensão e insônia).

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Ginseng para acelerar o metabolismo

Nomes: Ginseng ou Ginseng chinês
Nome científico: Panax ginseng C.A.Mey. 1843

Usos gerais

Os preparados de Ginseng estão indicados como potentes estimulantes, tônico muscular e cardíaco, redutor dos níveis de glicose sanguíneo, da fadiga e do estresse, e atuam contra impotência sexual, arteriosclerose e depressão. Alega-se ainda ação antiviral, anti-hemorrágico, antioxidante, e revitalizante contra debilidades senis das capacidades físicas e cognitivas (velhice).

Características Botânicas

O ginseng é o nome comum das espécies de plantas do gênero Panax, de origem oriental (China, Coreia, Sibéria). São plantas perenes e de crescimento lento, que possuem raízes carnudas muito utilizadas pela medicinal tradicional chinesa por séculos. É uma planta herbácea, com folhas divididas em 5 lóbulos, e flores roxas dispostas em guarda-chuva. Os frutos são vermelhos. As raízes carnudas tornan-se mais ricas em princípios ativos com o passar do tempo.
Além de Panax ginseng, muitas outras plantas são conhecidas e/ou confundidas com a raiz do ginseng verdadeiro, tais como o Ginseng americano (Panax quinquefolius), Ginseng japonês (Panax japonicus), Ginseng do Príncipe (Pseudostellaria heterophylla), e ginseng siberiano (Eleutherococcus senticosus). Embora todos tenham o nome “ginseng”, cada planta tem funções distintamente diferentes. As verdadeiras plantas de ginseng pertencem apenas ao gênero Panax.
Folhas e frutos de Ginseng (Panax ginseng)

Características Químicas

O extrato padronizado em 1% de Ginsenosídeos é produzido a partir da raiz, do caule e das folhas, e possui ginsenosídeos (saposídeos triterpênicos), óleos essenciais (limoneno, terpineol, sitosterol, citral e álcoois diversos), glicosídeos diversos, vitaminas B e C, ácidos orgânicos (acético, cítrico, málico e pirúvico), enzimas, aminoácidos (tirosina, lisina, histidina, arginina), mucilagem, beta-sitosterol, fitoestrógenos (estrona), e sais minerais.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Ginseng possui contraindicações! O uso contínuo pode produzir a “síndrome de abuso do ginseng”, cujos efeitos são idênticos aos causados pelo uso de corticosteroides, tais como nervosismo, agitação, insônia, hipertensão, urticária e diarreia matinal. Pacientes de enfermidades agudas e/ou crônicas não devem utilizar o Ginseng. O seu uso deve ser acompanhada de observação médica.

Usos do Ginseng

— Chá: ferver 10 gramas da raiz em 1/5 litro de água, tomar três xícaras por dia;
— Pó: até 4 gramas por dia, no máximo;
— Extrato seco 1%: 100 a 300 mg ao dia, tomar pela manhã;

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As diferenças entre o Boldo-do-Chile e Falso-Boldo

Nomes: Boldo-do-Chile  e  Falso-boldo
Nomes científicos: Peumus boldus  e  Plectranthus barbatus 

Usos gerais

Boldo é o nome comum de 2 espécies de plantas muito utilizadas para problemas do sistema digestório, notadamente para o fígado. A espécie mais comum no Brasil é o falso-boldo (Plectranthus barbatus), com folhas aveludadas e flores azuladas, cultivado amplamente nos jardins de todo o país. A outra espécie é o boldo-do-chile (Peumus boldus), com folhas lisas e flores brancas, pouco conhecida da maioria das pessoas, original da Cordilheira dos Andes. As as espécies de boldo tem muitas indicações para a saúde humana tais como: analgésico fraco, estimulante da digestão, combate de azias, combate de males hepáticos, aumento da secreção biliar, diurético, sonífero fraco, dispepsia, como laxante. Na medicina ayurvédica (Ayurveda) espécies de Plectranthus são usadas para tratar doenças cardíacas, convulsões, dores espasmódicas e dor ao urinar.

Entenda sobre Sucos Detox  AQUI

Características Botânicas

— Boldo-do-Chile
É uma árvore de médio porte que pode atingir 15 metros de altura quando adulta. É uma planta perene, com folhas opostas e ovóides, verde escuro brilhante. Floresce entre agosto e setembro, em grupo de 12 flores brancas. Possui crescimento muito lento, sendo geralmente encontrada com porte de arbusto decorrente da rebrotação dos galhos.
Boldo-do-Chile (Peumus boldus)

— Falso-boldo
É uma árvore de pequeno porte que pode atingir 2 metros de altura. É uma planta tropical perene, com folhas grandes, flexíveis, aveludadas, verde-claras, com margem serrilhada. Suas flores são azuis e se agrupam em inflorescência do tipo racemo (ou cacho). É herbácea quando jovem e torna-se lenhosa quando adulta.
Falso-boldo (Plectranthus barbatus)

Características Químicas

— O Boldo-do-Chile possui grande quantidade de terpenos e alcalóides em seus tecidos. O óleo essencial é majoritariamente constituído por cânfora, responsável pelo sabor dessa planta, além de outros componentes como ascaridiol, 1,8-cineol e p-cimeno. Os alcalóides presentes nessa espécie são aporfinóides, como a Boldina, seu constituinte mais bioativo.

— O Falso-Boldo contém ácido rosmarínico e uma vasta gama de flavonóides glicuronídeos nos extratos e diterpenos nos óleos essenciais. O seu constituinte majoritário é a forskolina, da qual é a única fonte comercialmente significativa. Forskolina é um diterpeno com forte bioatividade, utilizada em estudos bioquímicos e farmacológicos como ativadores metabólicos.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Boldo-do-Chile possui toxicidade e contraindicações! Foram relatados efeitos abortivo e teratogênico (má formação dos fetos) em animais que receberam doses elevadas de um extracto seco e do alcalóide Boldina. O componente ascaridole foi muito utilizado como um anti-helmíntico no controlo de verminoses, uma vez que produz efeito paralisante sobre os parasitas intestinais. Entretanto possui alta toxicidade, e sua utilização como droga anti-helmíntico foi proibido em vários países. O uso do Boldo-do-Chile é contraindicado nos casos de obstrução das vias biliares, gravidez e lactação, overdose de boldrina (tóxico).

Falso-Boldo possui toxicidade e contraindicações! Foram relatados irritação gástrica com dores estomacais quando usado por longos períodos. Seu uso é contraindicado para mulheres durante a gravidez e lactação, pois pode ter propriedades abortivas e conteúdo alcaloide.

Usos do Boldo-do-Chile

Peumus boldus pode ser utilizado fresco, folhas secas e/ou frutos, na forma de suco, chá e maceração.
— Chá por infusão de folhas: usado como estimulante das funções digestivas, estimulante da bílis, como protetor do fígado (efeito da boldina), como relaxante do sistema nervoso, produzindo sono e anestesia leves. O chá de folhas é usado também para tratar distúrbios gastrointestinais (dispepsia, flatulência, gastrite, indigestão, úlcera), fígado (cálculos, icterícia, cólica, colelitíase) e genito-urinário (gonorreia, nefrite, sífilis, uretrite), enxaqueca, gota e reumatismo. Acredita-se ter efeito levemente diurético.
— Maceração de folhas (esmagadas): usado topicamente para curar arranhões e feridas, e com banhos quentes para tratar reumatismo, hidropisia, sífilis e enxaqueca;
— Suco de folhas frescas: é usado para a dor de ouvidos, infecções de fígado e reumáticas;
— Decocção da casca (fervura): a decocção da casca é usada para dor de estômago , tosse e fraqueza nervosas;

Ingredientes:
— 1 colher de chá de folhas (6 a 10 gramas)
— 1 xícara de água potável (100 mL)

Modo de preparo:
— Para infusão ferva a água por 2 minutos e coloque as folhas após retirar do fogo;
— Para decocção ferva a água por 2 minutos, adicione as folhas e ferva por mais 2 minutos, filtre e tome ainda morno;
Observação: NÃO se deve adoçar o chá de boldo, e deve-se consumir o mínimo de 2 xícaras por dia.

Usos do Falso-boldo

Plectranthus barbatus é utilizado na forma de chá por infusão ou maceração das folhas frescas. Toma-se esse chá para problemas digestórios, dispepsia, azia, ressaca, dores de vesícula biliar, dor de estômago.

Ingredientes:
— 5 folhas frescas;
— água potável;

Modo de preparo:
— Para infusão ferva a água (100 mL) por 2 minutos e coloque as folhas após retirar do fogo;
— Para maceração, amasse as folhas no copo e adicione água (50 mL), misture, filtre e tome;
Observação: NÃO se usa adoçantes, NEM ferver as folhas !

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Ginkgo biloba para circulação e memória

Nomes: Ginkgo biloba, Nogueira-do-Japão, Árvore-avenca
Nome científico: Ginkgo biloba L.

Usos gerais 

Ginkgo biloba é muito indicado para problemas circulatórios e mentais. É muito comum o uso de extrato nos casos de varizes e má circulação, sobrecarga intelectual, perda de memória, vertigem, zumbidos e estágios iniciais de demências. O extrato é também comercializado como suplemento alimentar dietético, e alega-se que tenha o poder de melhorar a função cognitiva em pessoas sem problemas cognitivos conhecidos. Estuda-se o efeito do extrato no tratamento da doença de Alzheimer.
Entretanto, não existe evidência que o uso de ginkgo biloba possa auxiliar o tratamento da hipertensão, declínio cognitivo, menopausa, zumbidos, recuperação de AVCs, doença arterial periférica.

Características Botânicas

Ginkgo biloba é uma árvore oriental, dioica (plantas com sexos separados, macho e fêmea), caracterizada pelas folhas coriáceas bilobadas (divida em duas partes) e sementes com forte odor desagradável. É a única espécie existente do seu grupo filogenético, sendo considerada um “fóssil vivo” por existir há mais de 150 milhões de anos. A árvore é uma conífera que pode atingir 30 metros de altura que floresce nos meses de abril e maio (hemisfério norte).
Ginkgo biloba

Características Químicas

Os tecidos de Ginkgo biloba contêm ácidos fenólicos, proantocianidinas, glicosídeos de flavonóides (miricetina, kaempferol, isorhamnetina e quercetina), e as trilactonas terpênicas característica da planta (ginkgolídeos e bilobalídeos). As folhas também contêm alquilfenóis e poliprenóis, além de biflavonas exclusivas de Ginkgo biloba.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Ginkgo biloba possui efeitos adversos! Pacientes com distúrbios na circulação sanguínea, que tomam anticoagulantes como aspirina ou varfarina, tem aumentado o risco de sangramentos (hemorragias), desconfortos gastrointestinais, náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça, tonturas, palpitações cardíacas e agitação. Não deve ser utilizado juntamente com outras espécies com os mesmos efeitos adversos, como por exemplo, alho, ginseng e gengibre. É contraindicado para mulheres grávidas e lactentes devido ao risco de hemorragias.

Usos do Ginkgo Biloba

O Ginkgo Biloba é comercializado e consumido na forma de comprimidos com extrato seco padronizados, cuja dosagem adequada é a seguinte:
— Comprimidos de 40 mg: 1 comprimido, 3 vezes ao dia ou 2 comprimidos 2 vezes ao dia;
— Comprimidos de 80 mg: 1 comprimido, 2 vezes ao dia;
— Comprimidos de 120 mg: 1 comprimido, 1 vez ao dia;

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Fontes comuns de ômega-3

Ômega-3
Ácidos graxos ômega-3

São ácidos graxos polinsaturados que estão envolvidos diretamente na fisiologia normal humana. Existem 3 tipos de ômega-3 na natureza: ALA, presentes nos óleos vegetais; EPA e DHA, presente em óleos de animais marinhos. A suplementação nutricional com ômega-3 é fundamental para a saúde porque os mamíferos não podem produzir essas gorduras em seu corpo. Ao ingeri-las, os animais garante o funcionamento correto das via metabólicas e previnem doenças.

Usos gerais

O uso de ômega-3 como suplemento alimentar é indicado por seus tradicionais efeitos para a saúde contra:
— câncer: reduz as chances de câncer de mama, e em pessoas com câncer avançado aumentam o apetite, o peso e a qualidade de vida;
— doença cardiovascular: suplementação protege contra morte cardíaca, morte súbita e infarto do miocárdio em pessoas com histórico, reduz hipertensão e triglicérides;
— inflamação: forte ação anti-inflamatória, reduzindo marcadores moleculares da inflamação como Proteína C-reativa, interleucina-6 e TNF-alfa;
— doenças do desenvolvimento: estão em estudo os efeitos sobre autismo e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade;
— saúde mental: há evidências de que ômega-3 está relacionado à saúde mental auxiliando no tratamento da depressão, transtorno bipolar, psicose;
— envelhecimento cognitivo: estão em estudo os efeitos nos mecanismos da doença de Alzheimer ou pessoas com demência;
— funções cerebrais e visuais: o DHA é um componente estrutural importante do cérebro de mamíferos, seu componente mais abundante, candidato a nutriente essencial para cognição e combate a distúrbios neurodegenerativos;

Sementes de linho (Linum usitatissimum), a principal fonte de ômega-3 de toda a natureza. Cada porção de 85 g de linho possui cerca de 11,4 g são ômega-3.

Características Químicas

As moléculas de omega-3 são ácido graxos com ligações duplas múltiplas, onde a primeira ligação dupla está entre os átomos de carbono terceiro e quarto a partir da extremidade da cadeia de carbono. As cadeias podem ter de 18 átomos de carbono (cadeias curtas) a 20 ou mais átomos de carbono (cadeias longas).
Três tipos de ômega-3 são importantes para o homem: ácido a-linolênico (ALA), ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosa-hexaenóico (DHA). Estes três poliinsaturados têm 3, 5 ou 6 ligações duplas em uma cadeia de carbono de 18, 20 ou 22 átomos de carbono, respectivamente. Tal como acontece com a maioria dos ácidos graxos, todas as ligações duplas estão na configuração cis, e as ligações duplas são interrompidas por pontes de metileno (-CH2-).
Moléculas de ômega-3 dos tipos ALA, EPA e DHA, respectivmante.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Omega-3 não é tóxico e não foram relatados efeitos adversos.

Usos do ômega-3

A dose diária recomendada de ômega-3 varia conforme a idade e a situação nutricional de cada pessoa. Entretanto, as quantidades normalmente indicadas são as seguintes:
— Bebês (6 a 24 meses): 50 mg por dia
— Adultos (2 a 18 anos): 200 mg por dia
— Grávidas e lactantes: 400 mg por dia

Fontes de ômega-3

Linho
11,40g
Cânhamo
11,00g
Arenque, sardinha
1,30-2,00g
Salmão
1,10-1,90g
Cavala (Atlântico/Pacífico)
1,10-1,70g
Peixe-espada
0,97g
Mexilhões
0,95g
Azulejo (peixe)
0,90g
Tubarão
0,83g
Halibute
0,60-1,12g
Linguado
0,48g
Pollock/Escamudo
0,45g
Granadeiro azul
0,41g
Gemfish
0,40g
Mackerel rei
0,36g
Bacalhau olho azul
0,31g
Ostras rochosas de Sydney
0,30g
Cioba
0,29g
Garoupa
0,23g
Atum enlatado
0,23g
Peixe-gato
0,22-0,30g
Atum
0,21-1,10g
Atum (enlatado light)
0,17-0,24g
Bacalhau
0,15-0,24g
Carneiro
0,12g
Brócolis
0,10-0,20g
Morangos ou Kiwi
0,10-0,20g
Barramundi, água salgada
0,10g
Ovos grandes
0,10g
Camarão gigante de tigre
0,10g
Carne vermelha magra
0,03g
Peru
0,03g
Leite comum
0 g
OBS.: ômega-3 em porção de 85g

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Como usar Cáscara sagrada

Nome: Cáscara sagrada
Nome científico: Rhamnus purshiana DC.

Usos gerais

As cascas dessa planta têm sido utilizadas continuamente através de séculos pelos povos nativos do noroeste dos Estados Unidos como laxante, inclusive os primeiros imigrantes europeus a chegar ao oeste americano, que a utilizaram como uma dos muitos remédios à base de plantas. É comercializado mundialmente como “Cáscara Sagrada”, "Sacred Bark", além de "casca de chittem" ou "casca de chitticum".

Características Botânicas

Cáscara sagrada é um arbusto ou árvore de pequeno porte, com até 10 metros de altura, tronco com diâmetro variando de 20 a 50 cm. A casca externa é acastanhada a cinza prateada com manchas claras (líquens) e a superfície interna da casca é lisa e amarelada (tornando-se marrom escuro com a idade e/ou exposição à luz solar). A casca de Cascara tem um sabor intensamente amargo. As folhas são ovais, simples, alternadas e agrupadas nas extremidades dos galhos. As flores são pequenas (5 mm de diâmetro) com pétalas amarelas. Florescem na primavera e o fruto é uma drupa, de cor vermelha, com polpa amarela e duas ou três sementes duras e pretas.

Folhas, galhos e frutos de Cáscara sagrada

Características Químicas

Muitas substâncias quinoides são encontradas na casca de Rhamnus purshiana. Os componentes com ação laxante são os glicosídeos de hidroxantraceno (antraquinonas), que incluem os cascarosídeos A, B, C e D. Cerca de 8% da massa de Cáscara sagrada é composto por antraquinonas. Os glicosídeos de hidroxantraceno atuam como um laxante poderoso, forte estimulante dos movimentos peristálticos do intestino. Ativam o peristaltismo e inibem a absorção de água e eletrólitos no intestino grosso, o que aumenta o volume do conteúdo intestinal, elevando a pressão da evacuação. As antraquinonas são absorvidas e metabolizadas em componentes inofensivos, e eliminados pela urina sem problemas.
Antraquinonas agem como catalizadores de reações de oxidação e redução

Toxicologia e Efeitos Adversos

Não existem dados específicos sobre carcinogenicidade ou mutagenicidade para humanos. Entretanto existem contra-indicações! O uso de Cáscara sagrada NÃO deve ser utilizado por mais de 7 dias. NÃO deve ser usado por mulheres grávidas (risco de aborto), por mulheres que amamentam (efeitos digestivos nas crianças), ou por pessoas com obstruções intestinais graves ou lesões. Os laxantes de antraquinonas também não devem ser usados por pessoas com doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, colite, hemorroidas, apendicite ou problemas renais. Efeitos adversos comumente observados: náuseas, diarreia, vômitos, cólicas e o seu uso continuado na obstipação crônica pode criar habituação (perde o efeito).

Usos do Cáscara sagrada

A espécie é nativa dos Estados Unidos e é exportada para o resto do mundo na forma de cascas secas e envelhecidas. A melhor forma de consumo é o “chá laxante” feito com as cascas importadas.

Ingredientes:
— 25 g de cascas;
—1 litro de água;

Modo de preparo:
— ferva a água por 2 minutos;
— adicione as cascas à água fervente, apague a fogo, deixe em esfriar por 10 minutos;
— beba 2 xícaras por dia;
OBS.: Comprimidos vendidos nas farmácias de manipulação e outros preparados de Cáscara sagrada são produzidos normalmente com folhas, e devem seguir a posologia da bula.

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Para que serve Goji Berry

Nome: Goji berry
Nome científico: Lycium barbarum L.

Usos gerais

Esta espécie possui uso tradicional amplo, no entanto, sem nenhuma comprovação técnica ou científica. É usada para combater resfriados, para emagrecimento, como fonte de vitamina C e agente rejuvenescedor (antioxidante). O conteúdo provado dos frutos corroboram com os efeitos antioxidantes e capacidade nutricional.

Características Botânicas

Esta espécie é um arbusto com altura de 2 a 3 metros. O tronco não é lenhoso e tem ramos espinhosos, folhas alongadas e espessas. As flores tem cores em nuance entre o rosa e violeta, com cálice alargado e uma corola com cinco lóbulos. A fruta (chamada de "Goji berry" ou "baga de Goji") é uma baga elipsoide carnuda de cor vermelha ou laranja. A própria planta é conhecidas como Goji berry, e possui muitas variedades encontradas na China.
Goji berry (Lycium barbarum) frescas (em cima) e desidratadas (abaixo)

Características Químicas

Os frutos de Goji berry é riquíssimo do ponto de vista nutricional. Possui 18 aminoácidos (8 essenciais) que representam cerca de 14% de sua massa. Possui elementos minerais como cálcio, fósforo e potássio, e mais 21 elementos essenciais para o metabolismo dos animais como magnésio, zinco, ferro, níquel, cromo, manganês, cobalto, selênio. Possui grande quantidade de carotenos, que são poderosos antioxidantes, além de ômega 3 e ômega 6. Possui sesquiterpenos diversos em menores quantidades.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Goji berry possui contraindicação! Não há toxicidade associada ao consumo dessa espécie de planta, porém seus componentes podem interagir com medicamentos anticoagulantes como a varfarina. Há relato de hemorragias em mulher adulta, usuária de 3-4 xícaras de chá de bagas de goji. Portanto, o uso de Goji berry é contraindicado para pessoas com problemas sanguíneos ou está tomando medicação anticoagulante. É importante lembrar que, o conservante com nome E-220, utilizado nas formulações de Goji berry pode provocar efeitos adversos, como diarreia, náuseas e dor de cabeça.

Usos do Goji berry

O uso de Goji Berry é cercado de muita especulação, alegando-se efeitos milagrosos desta planta, que agiria como remédio para diabetes, câncer, emagrecerdor, hipertensão, relaxante muscular, colesterol alto, perda de memória, inflamação das articulações. No entanto, seus componentes químicos indicam apenas alto poder nutricional (aminoácidos e elementos), melhora da pele e visão (carotenos) e acelerador metabólico com efeito emagrecedor (sesquiterpenos).
No oriente os frutos são consumidos ainda frescos, como parte da alimentação. Os frutos podem ser desidratados e ingeridos puros ou junto a alimentação (comum no resto do mundo). Normalmente se adiciona os frutos à salada de frutas, sucos, ou como substituinte em receitas que levam frutas secas, como uvas passas.
A quantidade recomendada é de uma colher de sopa por dia (cerca de 10 gramas). Há indicações para consumo máximo de até 45 gramas da fruta desidratada.

Ingredientes:
— 1 litro de água
— 1 xícara de goji berry desidratada

Modo de preparo:
— ferva a água por 2 minutos, apague o fogo e adicione Goji Berry;
— deixe em infusão por 10 minutos em recipiente com tampa;
— adoce a gosto.

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Benefícios e modos de usar o Limão

Nomes populares: Limão-taiti, Limão
Nome científico: Citrus × latifolia (Yu. Tanaka) Yu. Tanaka

Usos gerais

O limão é uma importante fonte de vitamina C, potássio e ácido cítrico para o ser humano. Estudos sobre os efeitos do consumo do limão mostraram redução de algumas doenças, atividade antioxidante e anticâncer, e também importante ação antimicrobiana. O consumo diário do suco leva à redução dos cálculos renais, sendo a melhor alternativa para esse problema em fase inicial.

Características Botânicas

O limoeiro é um arbusto perene, que pode atingir 6 metros de altura. Possui folhas verdes e um fruto cítrico (limão) em formato ovalado, pequeno (normalmente cabe dentro da mão) e tem cor variando entre o verde escuro e o amarelo. Ao contrário de outras variedades de Citrus, o limoeiro tem frutos o ano todo (menor quantidade no inverno). Essa espécie é largamente cultivada em climas mediterrânicos e subtropicais em todo o mundo.

Características Químicas

O limão assim como as outras frutas cítricas (laranja e tangerina) possuem em sua polpa e suco açúcares, polissacarídeos, ácidos orgânicos, lipídeos, óleos essenciais, vitaminas, minerais, pigmentos, flavonoides e componentes amargos. O fruto maduro é uma fonte de potássio (145 mg por 100 g), flavonoides, vitamina C (~50 mg por 100 g). Também há cálcio em grande quantidade (61 mg), e as vitaminas A, B1, B2 , e B3. Um fruto médio possui cerca de 27 Kcal por 100g. Os óleos essenciais (2,5% do peso da casca) incluem limonene, alfa-terpinene, alfa-pinene, citral, cumarinas, mucilagem, pectinas e bioflavonoides.

Toxicologia e Efeitos Adversos

Muitas pesquisas mostram que o limão possui baixa ou nenhuma toxicidade, podendo ser consumido com segurança na maioria das vezes. Entretanto, existem alguns efeitos adversos:
— Erosão dos dentes devido à presença de ácidos fortes;
— Perda do brilho do esmalte dos dentes;
— Alergia a sabonetes produzidos a partir do limão devido à reações cruzadas de outros alergênicos;
— Ocorrência de refluxo gastroesofágico, com retorno de conteúdo estomacal ácido;
— Redução da concentração plasmática de cloroquina;
— Aumento da absorção de ferro pelo intestino;

Usos do limão

O uso mais comum é na forma de suco de limão, puro ou diluído, cerca de 120 mL por dia. Não há informações sobre a dosagem diária recomendada.
O suco de limão aumenta os níveis de citrato no sangue, que é muito importante para tratar cálculos renais (pedras nos rins ou nefrolitíase calcítica). O consumo diário de 120 mL de suco de limão, puro ou diluído, reduz significativamente a ocorrência dos cálculos renais, devido, principalmente, ao efeito do citrato sobre o cálcio das pedras. O tratamento é longo e os primeiros sinais aparecem após 40 meses de consumo de suco de limão.
O suco possui propriedade antimicrobianas importantes para uso externo. Muitas pessoas usam limão para lavar a boca, a pele, feridas, couro cabeludo, a genitália, os pés, com êxito com mal odores, parasitos, sujeiras, micoses e viroses. O suco puro inibe o crescimento de fungos em alimentos, desinfeta a água para o consumo seguro, e inativa o vírus da raiva.

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